sábado, 11 de outubro de 2008

Novidades

Desde que vim pra cá perdi 3 casamentos de amigonas minhas. 3! Passei 28 anos no Brasil e não vi nenhuma amiga minha entrando de branco numa igreja. Parece que foi só eu vir, pra galera desencalhar. Com 2 delas consegui ao menos participar da lua-de-mel. O que foi um privilégio! Elas esticaram a viagem aqui pra Lisboa.
Mas além dos casamentos convencionais, tem uma que foi morar com o namorado. E outras que estão com namorados que eu nem conheço. Isso é a vida continuando lá e eu tentando acompanhar aqui. Mas definitivamente não é a mesma coisa.
Nessa semana, uma das amigas que casou, me deu a notícia que está grávida. Pelo skype deu pra ver como ela está feliz. E eu fiquei muito, muito feliz por ela. Só não sei se vou conseguir vê-la de barrigão.
Não queria estar tão longe sempre. Queria conseguir ir e voltar. Tomar um vinho no clube da lulu e acordar no dia seguinte na minha cama em Lisboa.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Doce de pessoa

As vezes os portugueses podem ser um pouco sem tato. Ou maldosos mesmo. Tipo criança, sabe? Que é sincera demais. E não é por mal, tem um quê de inocência. Eu vivi isso há um mês atrás, quando no meio da viagem dos vinhos com a Alice, tive uma alergia do além. Acordei no hotel de madrugada com o rosto coçando. Fui ver no espelho e estava toda inchada. Imagine eu, que sou zoiuda, com umas 3 dobras a mais nas pálpebras. E uma boca de negão. Eu e a Alice pegamos o carro, colocamos no gps o endereço do hospital que nos deram e fomos. Fomos para a cidade errada. O gps nos levou na rua certa, mas em outra cidade. 20kms depois, aí sim chegando no hospital, comecei falar pra Alice “Estou me sentindo melhor, sabe, Alice? Acho que não é nada.” Na verdade, eu queria acreditar nisso, já que o desespero estava começando a tomar conta de mim. Quase consegui me acalmar, quando uma pessoa da triagem do hospital me chama. E faz a seguinte pergunta:
- O que foi isso, minha senhora? Acidente?

domingo, 5 de outubro de 2008

Música na cidade

Sábado foi o dia de celebrar a música com concertos em várias praças da cidade. Nós saimos para tomar um café da manhã e acabamos assistindo a orquestra em frente ao Teatro São Carlos. Depois ainda fomos para outra praça ouvir um "piano a 4 mãos". Podíamos passar o dia todo ali, indo de um lugar para outro. A programação era intensa e para todos os gostos. Orquestra, coro, violino, piano, tudo. Adorei isso, música clássica para todo mundo.

Desenhos novos




Ilustrações minhas com textos de outra Luciana, a Lu Elaiuy.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Lojinha

Tô apaixonada. Abriu uma loja muito fofa aqui perto de casa. Sabe aquela lojinha que você entra e vê que é o sonho de alguém realizado. Aparentemente o target são as crianças, mas é de fazer qualquer um que goste de desenho passar mal. Eu passei! A loja é de uma arquiteta, que morou uns anos no Japão e voltou pra abrir um negócio de brinquedos educativos. O espaço é lindo, com uma vitrola antiga, com cada detalhe pensado. Está cheio de origamis (o Rafa que dobrou o da foto) e livros educativos. Um livro que adorei é o que está aí em cima. Ele é todo impresso em acetato, uns 40 acetatos, cada um com uma ilustração. E a idéia é ir montando uma história conforme a ordem que você inventar para os acetatos. É de morrer de lindo. Perfeito para estimular a mente de crianças como eu.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O monstro que há dentro de mim

Não sei o que tem acontecido comigo desse lado do oceano. Talvez seja a aproximação dos meus 30 anos. Juro que não sei o que aconteceu, mas ando me transformando nesse monstro aí de cima alguns dias por mês. E o problema de ficar de tpm aqui, é que, ao invés de culpar os hormônios pelo mau humor, eu culpo Portugal. Sim, porque de repente aparecem todos os motivos para querer fazer a mala e ir embora. São as pedras das calçadas que me fazem tropeçar e virar o pé várias vezes por dia, são as tascas que só tem o mesmo cardápio, é a cachorra da agência que não pára de latir, é o elevador do meu prédio que vive dando tranco. Nesses dias, todas essas coisas estúpidas são capazes de me fazer chorar. Mas tem uma coisa que ainda não descobri se é da tpm ou não. Assistir o Jornal Nacional tem me deixado muito emotiva. Ontem mesmo segurei pra não chorar na frente do Rafa. É ridículo. Nem precisa ser uma notícia de violência. Basta ser sobre uma fraude numa ONG qualquer, que aliás foi a notícia de ontem. Isso já é suficiente para algumas lágrimas escorrerem. O que tá acontecendo comigo? A Flá, minha amiga, sempre me alertou sobre os 30. Mas peraí, achei que eu fosse virar qualquer coisa, uma louca, uma depravada, uma intelectual, sei lá. Mas uma chorona? Que lama.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008