terça-feira, 19 de maio de 2009

Nazaré




Já tinha ouvido falar de Nazaré e das suas viúvas. E nesse fim de semana finalmente conhecemos esse lugar lindo. Nazaré é uma aldeia de pescadores. O mar perigoso levou muitos maridos pescadores e por isso a quantidade absurda de viúvas na rua. Elas passam o resto da vida em luto, visitando diariamente o túmulo do marido falecido. Por isso, o cemitério vale uma visita, pois é um dos lugares mais bem cuidados e floridos da cidade. Tudo isso rodeado de beleza e simplicidade.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sol, sol e sol!

Carrapateira e Tavira. Por que passou tão rápido???

terça-feira, 28 de abril de 2009

Dentro da lei

Resolver burocracias fora do seu país de origem não é só uma coisa chata. É também uma sensação de insegurança. Já passei isso várias vezes aqui. Como sou estrangeira, quero mostrar que estou fazendo tudo certo, que pago meus impostos, que trabalho e que não sou uma imigrante ilegal. Mas quando me dou conta, estou quase mostrando o meu contrato de trabalho para tirar uma carteira de motorista! Já nem sei se é abuso deles ou submissão minha.
Hoje fui tirar um visto para os Estados Unidos. E aí percebi que passar na imigração ou retirar um simples visto de turismo é como ser suspeito de um crime num interrogatório. Eles querem te pegar na mentira! Sabem que a sua intenção não é visitar aquele país, é morar lá ilegalmente. Sabem que tudo o que você escreveu naqueles papéis é com a intenção de acobertar a verdade. E na cabeça deles tudo faz parte de um plano maquiavélico para trapacear a lei e fazer todos de idiota. Se você gaguejar, pode esquecer! Quando te pedem comprovativos ou endereços de hotel, nem pense em demorar para achar na bolsa, isso é totalmente suspeito. Já tem que estar tudo na mão, fácil. As respostas na ponta da língua, sem hesitar! E se por sorte, o dia não estiver quente e nenhuma gota de suor escorrer pela sua testa enquanto estiver sendo entrevistado, aí sim, talvez, eles carimbem a sua folha. E você, aliviado, pode ir para casa sentindo que escapou por pouco da prisão. Que você é inocente. E que não matou ninguém. Por pouco.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A primeira tuga pelada


Acabou de sair a primeira edição portuguesa da Playboy. Parece que a garota da capa é uma ex BBB. O Rafa comprou a edição histórica e disse que ainda reflete o pudor português. A começar pela capa. Acho que a revista Nova no Brasil mostra mais que isso. E dentro é a mesma coisa. Não aparece tudo, é uma nudez meio tímida.
Desde a década de 70 há edições brasileiras da playboy . Estamos em 2009!!! E li vários blogs daqui onde as pessoas debatem a pouca vergonha das mulheres que tiram a roupa por dinheiro. Isso explica muita coisa.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Propaganda

O Erick escreve uma coluna semanal num jornal daqui. E me pediu para falar sobre um lugar especial em Lisboa. Adivinhem sobre qual eu falei?
Acho que depois que a dona do Taberna Ideal ler isto, o clube da lulu não vai ter grandes dificuldades em reservar aquele sofazinho.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Eu

Tá tudo bem. Tô apaixonada, minhas férias estão chegando, amigos queridos também estão chegando, mas por que essa angústia? Talvez um misto de ansiedade com TPM. É tão chato isso. As vezes não aproveito o momento, tenho mania de me concentrar justamente no que está ruim. Um monte de coisas boas não apagam essa coisinha ruim, por mais minúscula que ela seja. Não sou nada Poliana. Detesto isso em mim. Queria ser mais boba alegre.

sábado, 4 de abril de 2009

A sede do clube da lulu

Encontramos a tão sonhada versão portuguesa do La Tartine. Se chama Taberna Ideal. É um restaurante bem aconchegante com cara de bistrô, atendimento impecável, comida boa e barata.
Na última quinta reservamos o sofazinho e fizemos o primeiro clube da lulu lá. E o melhor é que as 4 lulus conseguem ir a pé. Ele fica bem no meio das nossas casas. Melhor impossível!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O dia 1º de abril, de novo!

Hoje entrei na agência e a primeira pergunta no café foi:
“O Ronnie não te pregou uma tanga?”
Essa frase entrou na minha cabeça assim:
O Ronnie não te entregou a tanga?
O Ronnie é o porteiro da agência, e como nós estamos desenvolvendo umas cuecas e calcinhas para a Leo, por alguns segundos pensei que elas tinham ficado prontas e ele estava entregando. Puta viagem..assim que fiz um “hã?” A Joana refez a frase traduzida para o português do Brasil:
“O Ronnie não te pregou uma mentira?”
(tanga= mentira)
Eu disse que não e aí soube da confusão do 1º de abril. O porteiro da agência falou para uma galera que estava entrando de manhã que não podiam trabalhar. Que o prédio estava fechado por causa de uma inspeção. E detalhe: as pessoas foram embora. Algumas deram um tempo pelo bairro, outras quase apanharam o metro pra casa. Um brasileiro que trabalha comigo não ficou nada feliz de ter perdido umas 2 horas à toa!
Mas o mais estranho foi quando umas 11 da manhã nos demos conta que um cara que senta de meu lado e que é sempre o primeiro a chegar não havia aparecido. Logo suspeitamos que ele tinha mesmo ido pra casa acreditando na mentira do Ronnie.
Então, falaram pro porteiro que o cara foi embora e que ele tinha um trabalho importante para entregar. Que isso ia dar o maior rolo. E aí, o Ronnie se apavorou.
Depois vim saber que isso TAMBÉM era mentira. Que o cara que senta do meu lado não veio porque estava doente. E contaram a mentira pro porteiro experimentar o próprio veneno. Fala sério! Tudo isso já aconteceu e nem passamos do meio-dia. Tô só na expectativa de mais! Adorei!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Ainda sobre comida...

Um dia comi na casa da Mô um antepasto de berinjela igual a que a minha vó fazia. Peguei a receita com a Mô e já fiz várias vezes. É sempre um sucesso nos jantares. Mas o maior fã dela é um amigo meu, vegetariano aqui da agência. E hoje de manhã eu trouxe um pouquinho pra ele.
Olha o email animado que eu recebi.

P.S: Berinjela no Brasil se escreve com j, aqui com g. E com o acordo ortográfico como ficou?


domingo, 22 de março de 2009

Tempo livre

Me lembro da minha mãe sempre “gastar” as horas vagas cozinhando. Me lembro de todo mundo lá em casa encher o saco dela: “Por que você vai inventar de fazer isso agora? Por que não vem assistir um filme na sala?” Era sempre assim, ela gostava de inventar coisas na cozinha. Sempre fazia um bolo no domingo à tarde, uma torta ou um rocambole. Estava sempre cozinhando, por obrigação e por prazer.
Mas estou contando isso porque quanto mais o tempo passa, mais me pareço com ela. Este fim de semana foi o primeiro, depois de muito tempo, que eu não tinha nada que pensar. Nenhum trabalho pendente, nada. E eu tive a ideia de fazer pizza para sábado à noite. O sábado amanheceu lindo e nós decidimos ir para a praia. Mas eu queria fazer a massa da pizza antes. Enfim, apareceram vários contratempos. Não achamos o fermento na padaria de costume. Fiz o Rafa procurar em mais 2 lugares e nada. Então pegamos o carro e fomos num supermercado comprar. Perdemos muito tempo, porque tinha filas enormes. O Rafa ficou nervoso porque já era 1 da tarde e eu ainda nem tava de biquini. Enfim, o maior stress por causa de uma pizza no fim do dia.
No final, fomos para praia (a que eu mais gosto aqui por sinal) e eu nem consegui preparar a massa antes. Mas quando chegamos em casa, comecei todo o processo, e as pizzas ficaram prontas umas 10 da noite. Fui dormir cansada e feliz.
E no domingo acordei cedo para adiantar o almoço que ia fazer para 2 amigos. Ou seja, passei o meu primeiro fim de semana tranquilo às voltas com a cozinha. Tô ficando mesmo cada vez mais parecida com a D. Cleusa.

sábado, 21 de março de 2009

Farofa

A maioria dos cinemas aqui tem lugar marcado. O que parece legal porque você não precisa ficar na fila. Mas se torna uma coisa chata porque as pessoas não são flexíveis à idéia de mudar de lugar. Teve uma vez que nós entramos com McDonalds no cinema. Eu sei, é a maior farofa, o cheiro é péssimo. Por isso, a nossa idéia era sentar num lugar isolado, mas o cinema estava cheio. Sentamos no lugar marcado, na terceira fila, quase grudados na tela. Só que a única fila onde poderíamos comer nosso lanche sossegados seria na primeira. Quando as luzes apagaram, pegamos nossa farofa e fomos para lá. Antes de poder dar a primeira mordida na batatinha, uma mulher chegou e disse que eu estava sentada no lugar dela. Detalhe: a fila toda estava vazia!! Tudo bem, pulei 3 cadeiras pro lado. Passo ketchup no McChicken, tiro a coca do saquinho e aí vem a lanterninha. Ilumina o Rafa e eu com a farofa toda na mão e diz: O lugar de vocês não é aqui, pois não? Eu olhei para a mulher quase com lágrimas nos olhos e mostrei pra ela o nosso lugar (que era muito melhor do que o que a gente estava) e disse que a gente preferia sentar onde estávamos, e se tudo bem pra ela. Ela deixou, mas nos avisou que da próxima vez pedíssemos na bilheteria. Depois de iluminada com a farofa toda na mão, depois de tomar bronca na frente do cinema inteiro, pode acreditar que as minhas expectativas com o filme aumentaram muito.

terça-feira, 17 de março de 2009

Joselitagem

Hoje peguei o jornalzinho publicitário daqui (um tipo de Meio e Mensagem) com a cara estampada dos 3 diretores top da McCann escrito demitidos embaixo. Fiquei chocada! Imagine isso no Brasil! A cara do Tomás Lorente e um demitido embaixo. Que puta falta de noção. Mas o mais engraçado da história é que na matéria está escrito assim:
"Até o fecho desta edição não foi possível averiguar se a demissão partiu daqueles profissionais ou foi imposta pela agência"
hã?

sábado, 14 de março de 2009

Não acostumo

Todas as vezes que a professora de yoga fala para colocar as mãos nos "nadegueiros", eu perco a concentração e desmancho o ásana com vontade de rir.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Toda espécie

Morar num prédio antigo aqui é uma experiência diferente. Como são poucos apartamentos (só 4 andares) você fica sabendo da vida de todo mundo. No térreo mora uma mulher doente com uma enfermeira. Eu sempre cruzava com uma mulher simpática que me cumprimentava com muita dificuldade de falar. Sempre pensei que esta fosse a mulher doente, mas na verdade ela é a enfermeira da velhinha que não sai mais do apartamento há anos. No rés-do-chão mora a famosa D. Madalena, a primeira que conheci no prédio. No 2º andar mora esporadicamente um músico drogado (segundo D. Madalena). A casa é da mãe dele. No terceiro andar mora o casal boitatá que não trabalha e só fica em casa escutando música no último volume. O Rafa já teve que descer às 6 da manhã para pedir para desligar ou abaixar o Iron Maiden que estava tocando. Ultimamente, nós só batemos o pé com força e eles diminuem o som. Do nosso lado, mora a nova dona do nosso apartamento. Uma solteira simpática, bem sucedida e muito rica.
O nosso prédio é uma amostra de quase toda a espécie que existe em Lisboa. De baixo pra cima: A viúva, a velhinha doente, o solteiro drogado, o casal boitatá, a bem sucedida e o casal de imigrantes brasileiros. Só falta o casal classe média com 3 filhos.


E há alguns dias, descobri que no primeiro andar funcionava um asilo! Vimos retirarem do apartamento (gigante por sinal) umas camas velhas e umas cadeiras de roda. D. madalena nos explicou o que se passava.
Comparando com o prédio de solteiros, tipo o seriado Melrose, que eu morava em Moema, esse aqui tá parecendo um filme de terror.

domingo, 1 de março de 2009

Uma porrada

Ontem fui assistir The Wrestler. O filme mexeu muito comigo. O paralelo entre a história real do Mickey Rourke com o personagem que ele interpreta é o que faz o filme ser tão tocante. Como o personagem, Mickey Rourke também parece ter feito qualquer coisa muito errada no curso da sua vida. Mas não só por isso o filme é especial. Acabamos nos imaginando velhos, pensando: "E agora, quem vai cuidar de mim?" Acho que o filme é sobre muita coisa importante, é sobre as pessoas que cativamos, é sobre solidão, velhice e principalmente fracasso. E apesar de não me identificar nada com um lutador de luta livre, todas as questões que ele vive nenhum de nós está livre, nunca.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Redescobrir

Cada dia escurece um pouco mais tarde. Lisboa está voltando a ficar ensolarada. É como redescobrir a cidade com um olhar de turista. Saí com a máquina no pescoço e fui com a Mô andando de casa até Alfama. Só faltou a camisa florida, papete e chapéu.
E isso me fez lembrar de uma vez que encontrei o Edu num sábado em SP. Ele estava indo fazer umas fotos no centro da cidade, por pura diversão. Me lembro de achar aquilo muito cool, mas ao mesmo tempo, era um programa que eu nunca me imaginaria fazendo na minha própria cidade. Como eu era boba.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Café da manhã

Já disse aqui que eu amo tomar café-da-manhã. E se tem uma coisa que ganhei vindo pra cá, foi menos pressa nessa hora do dia. Amo, amo, amo!
Hoje vi esse comercial, eu sou tão o target!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Por onde eu vou?

Eu ando pelo meio da rua em Lisboa. Sempre que posso, evito a calçada. As vezes é incômodo. Vou caminhando e olhando para trás para ver se vem carro. Já levei buzinada, já me mandaram andar em lugar de pedestre. Mas não faço e não recomendo. E não estou sozinha. Em determinados lugares é possível ver os pedestres disputando o direito da rua com os carros. E tudo isso porque a disputa pela calçada foi ganha pelos cachorros e seus cocôs. Mas o que me deixou indignada foi descobrir que os cachorros e seus donos mal educados não estão satisfeitos só com a calçada. Pois hoje, consegui pisar em um cocô que estava no meio da rua. E agora, por onde eu ando?

domingo, 8 de fevereiro de 2009